História

Contando já com 125 anos de história, se as suas paredes falassem, muito haviam de contar. Passaram pela Monarquia Constitucional, pela 1ª República, pelo Estado Novo, pela Revolução do 25 de Abril e agora pelo Estado Democrático. Serviu gerações de portugueses, por momentos difíceis do nosso país, mas resistiu à passagem do tempo.

A Manteigaria chegou, até ao momento presente, conservando muito da sua traça original e oferecendo o que de melhor o comércio tradicional tem para dar.

Em 1890, a atual Rua Dom Antão de Almada chamava-se Rua dos Correeiros. É aqui, no número 301, no espaço onde atualmente está a Bacalhoaria. Ao lado, onde nos nossos dias funciona a mercearia fina, era um matadouro de gado caprino, que abastecia o antigo Mercado da Praça da Figueira, atualmente extinto.

Assim funcionou até 1928, quando mudou de dono, que alterou o seu nome para Manteigaria Silva.

Dois anos mais tarde, em 1930, a loja é ampliada para os números 303, 305 e 307, ficando com o tamanho que conhecemos hoje: Bacalhoaria de um lado e, até cerca de 1956, talho do outro. Eventualmente, mais tarde deu lugar à parte de mercearia, tal como conhecemos hoje.

Por mais de 60 anos assim se manteve, até ser adquirida pelo seu atual proprietário, José Tabuaço Branco, em 1989.

Hoje, a Manteigaria Silva conta já com a primeira e a segunda gerações da família Branco à frente da loja. Continuam dedicados em apostar não só na qualidade dos produtos que vendem na loja, mas também na atenção personalizada ao cliente, tão tradicional do comércio à moda antiga, mas que satisfaz e encanta em qualquer época. Estas características ultrapassam já fronteiras, saindo produtos da Manteigaria Silva nas malas de muitos estrangeiros, emigrantes e por transportadora, para os quatro cantos do Mundo.

Em 2014, a Manteigaria Silva abriu uma loja de sabores no Mercado da Ribeira, por convite da Time Out, onde tem tido a oportunidade de mostrar o que de melhor se produz em Portugal, ao nível dos enchidos, queijos e vinhos.

Mais recentemente, a loja da Baixa foi submetida a restauro de alguns aspetos arquitectónicos, com a intenção de preservar a sua beleza de outrora, e a obras que pretendem melhorar a condição geral do espaço.

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